Um recente estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, apresenta evidências de que a solidão aumenta os riscos de desenvolver câncer e de morrer por causa da doença. Em testes com ratos, os cientistas mostraram que o isolamento, assim como o estresse, aumenta significativamente as chances de crescimento de tumores na mama e do surgimento de tumores mais agressivos e mortais. E os autores destacam que o mesmo pode ocorrer com humanos, embora mais estudos sejam necessários para confirmação.
Segundo especialistas, já é sabido que pacientes com câncer que têm depressão tem piores resultados em relação à sobrevida. E estudos anteriores mostram que o apoio social pode melhorar os resultados de saúde de pacientes com câncer de mama. Os novos testes corroboram com essas evidências, na medida em que mostram que os animais em isolamento teriam três vezes maior risco de câncer e maiores níveis de corticosterona – hormônio do estresse – no organismo.
Os pesquisadores destacam que, em humanos, essa relação entre estresse e câncer pode não ser direta, sendo mediada por outros aspectos. “É possível que situações estressantes afetem indiretamente o risco de câncer, ao fazer as pessoas mais propensas a ter comportamentos nocivos que aumentam seu risco, como comer e beber em excesso, e fumar”, concluíram.
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